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sexta-feira, 7 de março de 2008

Em dia de Hitler, gostaria de ser Lay Dyana

Pronto, hoje foi dia de Hitler, mas infelizmente não tive o prazer doente em mandar alguns seres para o campo de concentração. Sei que as pessoas em acham um poço de maldade com toques de requinte na hora de colocar as garras em pobres corderinhos

Doce ilusão, sou mais uma estrela como Angelina Jolie, linda, esbelta, inteligente e com um coração capaz de adotar a África toda. Mas o “mundo é assim, não é bonito” foi o que eu escutei de um amigo, e o pior de tudo é que ele esta certo. Queria ser uma Lady Dyana que conquistou os pobres com sua graciosidade e bondade e os ricos com a sua educação e inteligência, mas sou eu, Chiquita, a incapaz de fazer mudar algo no mundo, mas contribuindo com cada semente para que alguém possa mudar no futuro.

Romantismo exarcebado, ideologias socialistas, visão de mundo otimista, tudo isso cai por terra quando você tem que ser Hitler, e todo mundo um dia foi, é ou será Hitler, gostando ou não.

E um dia achei que poderia deixar o mundo rosa...

domingo, 2 de março de 2008

Declaração de amor ao passado...


Minhas noitadas no carrinho de cachorro quente, que ficava do outro lado da rua, em frente ao Madame Satã, hoje me parece tão cheio de charme, ousadia, transgressão, liberdade e tudo o mais que uma alma feminina, moderna e transgressora gostaria de ter.

Mas na época eu não achava estas noites tão mágicas assim, lembro-me de uma noite típica em que bebi muito (como quase todos os sábados em que eu ia ao Madame, já que o Open Bar causava isso) sai de lá por que só tinha pivete chato e as figuras estranhas tão comuns nesse lugar e fui comer um singelo cachorro quente, com os pés quebradiços, o sono derrubando os olhos e ouvindo lamentações emocionais de todas as minhas amigas, e elas não tinham culpa, escutavam as minhas também.


E as noitadas não se resumiam apenas ao Madame Satã, qualquer lugar que tocava rock e diziam que era legal, lá estávamos as mosqueteiras, ou as “Vale Nada” como nos chamávamos, era divertido, mas não tão glamuroso... E todas as aventuras de vinte e poucos anos, vivemos juntas, não é adolescência, e não é ser velho, era ser adulta, alegre, com sonhos e problemas, mas tínhamos umas as outras e isso dava segurança pra seguir. Não vivíamos de balada, mas bebíamos a alegria de viver de cada uma que nos fazia produzir mais alegria ainda para a outra beber.

Riamos de tudo, dos problemas, dos furos, das gafes, das fofocas e principalmente de nós mesmas, que tínhamos talento para os “curva de rio” que apareciam. Se apaixonar? Às vezes... Mas no final se alguém machucava uma de nós, todas ganhavam uma briga de presente para enfrentar.

Pronto. Uma lágrima já borrou o rímel! Antes de ir, vou pegar meu lencinho branco acenar para a alegria do que aconteceu, mas com a tristeza de saber que não existe mais, homenageando cada “Vale nada” que esteve e sempre estará na minha vida, na minha alma e no meu coração... (musica do Titanic Please!).

Um beijo Queridas amigas, aguardo vocês no asilo, para relembrarmos nossas peripécias e fugirmos pro “Rock” sempre que os enfermeiros derem bobeira.